Segundo turno das Eleições 2020 apresenta um cenário menos polarizado

De Viviane

Nesse domingo, 29 de novembro, os eleitores de 57 cidades do país retornarão às urnas para eleger seu prefeito, sendo 18 capitais. Assim como no primeiro turno, o ato de ir votar seguirá diferente de como as pessoas estão acostumadas: o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool em gel seguirão obrigatórios – e recomendados.

Contudo, o cenário político em si apresenta uma grande diferença: a polarização política, mais voltada para a direita bolsonarista, perdeu força, com nove candidatos ficando pelo caminho, apenas dois candidatos sendo eleitos e outros dois indo para o segundo turno, sendo um deles Marcelo Crivella, que quer se reeleger no Rio de Janeiro, mas para isso precisa vencer Eduardo Paes – ou seja, um cenário não muito favorável.

Por outro lado, as lembranças da Operação Lava-Jato e dos governos petistas continuaram para boa parte da população, pulverizando a esquerda e dando força para partidos que anteriormente acabavam ofuscados por conta da força do PT. Nesse cenário, pode-se citar a prefeitura de São Paulo, que contará com Guilherme Boulos (PSOL), desafiando Bruno Covas e a hegemonia do PSDB (que, independentemente do resultado, ainda seguirá com poder no estado). Outro exemplo é em Porto Alegre, onde a candidata Mariana D’Ávila (PC do B) concorrerá o segundo turno com Sebastião Melo (MDB).

Ademais, a briga eleitoral também se dará com força no nordeste do país, com sete capitais em disputa, Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Recife, Teresina e São Luís.

Fonte: Imprensa Mackenzie

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